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"Não soubeste aproveitar"
Na verdade tens boa caligrafia, Imprimes a teu jeito certa filosofia. O tempo passa por ti a correr, Escondes esse teu sofrer... Versas lindos sonhos, Sempre mal correspondidos... Ao que vais escrevendo. Tudo isto tem o seu quê... Dito pelo leitor que lê... Afinal de contas queres o quê? Acordas dizendo: -Nas entrelinhas tu não sabes ler, Não decifras o contexto desse entender. Silenciou... Escutou na mudança de linha... Salivando em seco essa sua ladainha. Sonha no mundo da ignorância... -Sabes que essa canção já não entoa?!... A voz da alma: -Alguma ignorância se perdoa! Sacudindo a poeira das lamúrias... Confesso o que foi aproveitado, De lamúrias já não entendo... Aqui nada foi premeditado, Deixaste ao luar o segredo... Não soubeste aproveitar.
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