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O teu
galardão…
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É de raiz
fenomenal.
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Imortalizas
com mortalhas esse reino
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És pura
matéria divinal!
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Matéria que
nos enriquece!
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Mais
tarde...
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Vê-se
alcunhado o teu penar...
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Muitos
troncos destroçados
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Que nos
aquecem à noitinha.
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Te vês
esculpida!
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Ornamentada!
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Mobilada!
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... E até
mesmo Adulterada!
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Essas tuas
luxúrias envaidecem este povo
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Havendo
outros a engordar no roubo.
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Madeira de
boa raiz
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Que dás
vida ao marceneiro
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Que te
molda o dia inteiro
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Num
esqueleto de veleiro,
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Saltando as
amarras
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Afinadas
são as guitarras.
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Dás nome ao
pau de surriola
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E não há Fado sem Viola...
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Esta
sementeira assim diz:
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- “Madeira
de boa raiz”.
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Pinhal Dias
– Amora
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12Maio/91 –
(meu último dia de fado)