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Que palavra
tão triste...
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Indubitavelmente muito doentia,
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Que
estremece, enfraquecendo o malfadado,
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Que por sua
vez se vê confrontado,
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Na dita,
conspurcada ilusão...
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Fica
atordoando os seus sentidos.
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Viciando
alguns sonhos perdidos.
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Na
sensibilidade interior…
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“Despertai”…
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Fazendo
dela a dupla rectro-inspecção,
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Aclamando
tal leveza da exteriorização.
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Jamais colar-me-ei a esta palavra
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“Ilusão”…
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Que é maldita... E anda descalça.
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E eu quero
andar muito bem calçado,
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Nunca
sofrer como um desgraçado.
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A "Ilusão"
que rompe sempre a comunhão
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Habita no
mundo sem direcção,
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Só arranja
perniciosa confusão.
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Deixo ela
solta ao vento... Em desuso
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Para não
ficar confuso
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E andar de
cara alegre.
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Suplicando
ao Divino
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“Afasta de
mim este cálice”
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Pinhal Dias - Amora/Portugal
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Enviado a
20/1/07 para o AVBL – Ensaio Poético